Tratamento não cirúrgico para hérnia de disco

Postado em: 28/06/2021

Tratamento não cirúrgico para hérnia de disco

A Hérnia de Disco pode causar uma das piores dores já sentidas, mas a cirurgia nem sempre é necessária para aliviar o desconforto. Há diversas maneiras de tratamento disponíveis que podem ajudar no alívio das dores de quem sofre com este problema, sem a necessidade de cirurgias mais agressivas. 

 Mais de 6 milhões de brasileiros sofrem com a doença e é a 2ª maior causa de afastamento do trabalho, ficando atrás apenas das doenças cardíacas. Estudos mostram que 95% das pessoas que sofrem com a hérnia de disco não precisam realizar cirurgia na coluna vertebral, podendo tratar com método não invasivo. 

A palavra “hérnia” significa projeção por meio de uma fissura de uma estrutura contida. O disco intervertebral, como o próprio nome já diz, está localizado entre cada vértebra da sua coluna. Ele tem como função principal evitar o contato direto entre uma vértebra e outra, servindo também como um ótimo amortecedor de impacto como saltos, por exemplo. Ele é composto por um anel fibroso e um núcleo pulposo que se trata de um líquido gelatinoso encontrado no centro do disco. O anel fibroso, quando fissurado ou desgastado, permite que o líquido gelatinoso que está mantido no seu centro realize uma expansão ou abaulamento da sua estrutura e também pode se extravasar. 

O início de uma lesão pode acontecer por vários motivos: manter uma má postura, não fortalecer o seu corpo para carregar peso no dia a dia, ter maus hábitos, excesso de peso, mas principalmente por não praticar uma atividade física regular.
A hérnia é caracterizada pelo abaulamento do disco intervertebral, podendo comprimir os tecidos neurais e gerar inflamação no local que causa uma grande irritação nos mesmos. Essa lesão pode causar sensação de queimação ou dormência, dor local e/ou irradiada tanto para membro superior e ombros (quando hérnia cervical) ou irradiada para membro inferior (quando hérnia lombar). Nos casos mais graves, a lesão poderá causar perda de força em braços e pernas e até mesmo incontinência urinária e fecal no caso das hérnias lombares. 

Para realmente ser caracterizado como uma hérnia, o disco intervertebral passa por 4 estágios, que faz com que ele perca seu formato original, assim levando a hérnia de disco. 

ABAULAMENTO: ocorre devido ao processo de degeneração natural do organismo, o disco intervertebral ainda está intacto, há uma desidratação discal devido a inatividade física, sobrepeso, envelhecimento, má alimentação ou um trauma direto no local da coluna. 
PROTRUSÃO: tanto a protrusão como o abaulamento são as mais encontradas em exames de imagem. Na protrusão o que acontece é que o núcleo do disco permanece intacto, mas já existe perda da forma oval. O núcleo gelatinoso força a parede dos anéis de fibrocartilagem. Pode sentir dor ou não. 
EXTRUSA: é quando o núcleo do disco se encontra deformado, tocando uma ou mais raízes nervosas. A maioria dos casos apresentam dor aguda, incapacidade de se movimentar adequadamente, dor irradiada ou dor muito forte na região lombar. 
SEQUESTRADA: quando o núcleo está muito danificado, já rompeu as fibras do núcleo e “sequestrou” espaço das raízes nervosas, músculos e ligamentos. 
Uma pessoa pode ter mais de uma hérnia discal e ela pode ir aumentando de gravidade com o passar do tempo ou até mesmo regredindo. O principal tratamento para essa patologia é o tratamento conservador, ou seja, a fisioterapia. Hoje em dia já se sabe que 95% das hérnias de disco são capazes de ser reabsorvidas com o tratamento correto.  

A primeira fase do tratamento deve ser composta de uma avaliação minuciosa onde se localiza todas as estruturas que podem estar interferindo e piorando a dor. Nela também é detectada o tamanho da lesão e quais estratégias serão eficientes para cada caso. O objetivo principal dessa fase é cessar a dor e restabelecer a função fazendo com que o paciente consiga voltar o quanto antes para suas atividades.

Normalmente técnicas de liberação miofascial, descompressão articular, agulhamento a seco e manobras viscerais são as mais utilizadas nessa fase.  

A segunda fase o paciente já se encontra sem dor, então é dado início a estabilização segmentar, através de exercícios de fortalecimento, mobilidade articular, equilíbrio, conscientização e alinhamento postural, nessa fase paciente já está realizando sua atividade de vida diária sem muitas restrições.

É importante frisar que, após o fim do tratamento devemos sempre manter uma rotina de exercícios para a manutenção da saúde. 


Maryeli Nonato
Fisioterapeuta CREFITO 3/ 120996-F 


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